Jan 22, 2013

(Source: , via apenasumadolescente)

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Jan 14, 2013

  "A menina acreditara que fosse mais que paixão. Verdadeira. Ter de esquecê-la lhe doía às idéias, saber que tivera perdido (talvez para sempre) o pedaço de aquele ser que lhe pertencia, que lhe completava. Era como se lhe martelassem a cabeça, depois a apedrejassem, esfaqueassem, por fim a afogassem e a largassem em mar agitado e profundo. Ainda viva o suficiente para morrer depois.
  Porém, sempre que se punha a mirar o céu (dia ou noite), sentia um vento fresco que a obrigava a cerrar os olhos. Sentia a tal criatura como se estivesse dentro dela, imaginava-a nua, sentia seu cheiro, seu gosto de beijo longo, sua pele macia, sentia uma excitação mutua. E quando se punha a abrir novamente as pálpebras, eram os olhos dela que via no infinito. Fazendo-a cada dia mais viva em seu coração.

P.S Talvez a menina de nuca adorável more antes mesmo de ela nascer, em sua alma.”

(Bárbara Berkenbrock) 

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Nov 27, 2012

Segundo uma lenda, ao invés de um, eram 3 coelhos na lua, sendo um rico, um de classe média e um muito pobre. Todos eles se diziam totalmente apaixonados pela lua, e para provar  o tamanho do amor de cada um dos coelhinhos, logo trataram de disputar com o oferecimento de um jantar.

O primeiro coelho convidou a lua para jantar, encomendou as melhores comidas e iguarias existentes, dentre eles lagostas, caviar, o melhor champagne, tendo a lua se fartado com toda comida.


O segundo coelho, enciumado, fez o que pôde, e de uma forma mais simples também realizou o jantar, que foi servido a Lua, mas sem maiores detalhes que impressionasse.


Já o terceiro coelhinho também quis convidar sua amada para comer um jantar. Entretanto, quando a amada chegou para o jantar só havia um caldeirão de água fervente.
 Nesse momento, o coelho fez uma declaração de amor dizendo: “não tenho dinheiro, nem posses, mas te dou uma coisa que ninguém nunca lhe dará, para provar que te amo. Darei minha vida.”
Após a inusitada declaração de amor, o terceiro coelhinho saltou dentro do caldeirão oferecendo a única coisa que ele poderia oferecer para alimentá-la!

Dizem, que a lua aceitou a oferta, e, é por isso que quem está apaixonado, assim como o coelho, enxerga-o na lua! 

(Fabula Japonesa)  

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Nov 22, 2012

“Ao meditar sentada a beira-mar, ela sentia toda a positividade tomar conta de seu corpo. Seus cabelos balançavam conforme o bater do vento fresco, e o sol forte tentava atravessar suas pálpebras até então cerradas. Permaneceu assim por um bom tempo, apenas sentindo o que lhe cercava. Ao abrir os olhos já lacrimejantes de tamanho êxtase, era possível que estivesse se sentindo um tanto confusa, ou talvez estivesse realmente intrigada, quem sabe apaixonada pela figura do mundo a sua frente. Não é improvável que tenha lhe ocorrido alguma lembrança despertada por aquela figura. O céu tinha cor safira, era inaudito a seu ver. E não teria a menina amado mais escutar o som das ondinhas abalroando as pedras daquele mar azul ciano.  Um azul ciano em tom impuro, até um tanto ignóbil, mas lhe encantava os olhos. Ela não sabia ao certo o que havia acontecido, mas a clara realidade do dia se dissolveu em imagens ainda mais claras da lembrança que recordou ao mirar as montanhas mais queridas que já pudera contemplar, surgindo diante de seus olhos com o mesmo impacto da vida real.  Era a lembrança de um olhar, olhar de outra, era análogo à imagem a sua frente. Pôs-se a pensar então na tal menina de nuca adorável, pensava que se tamanha beleza transparecia nessas facetas da criação, ainda mais bela deveria ser a fonte de sua alma. Entre aquele emaranhado de pensamento, ela parecia ser capaz de discernir uma lógica extraordinária.  Nunca teria medo do vento, nem do céu, nem das ondas do mar. Não poderia assim, ter medo daquele olhar!”

(Bárbara Berkenbrock) 

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Jul 13, 2012

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Jul 12, 2012

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"Então a luz acesa mostrava você jogada e apagada. A mente pelada deixava amostra o mais sórdido sentimento, que calado escureceu seu quarto e acalmou sua pele arrepiada.”
(Salmo 17, de um livro sem título) 

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Jul 2, 2012

"Não sei se é ausência de pernas, ou de mim. Não sei se é ausência de chão.Eu sei que é um amolecimento das formas, um derramar das coisas. Um desmaio. Umdesmaio. Um suspiro sem corpo. Um bicho. É ser um bicho ou um vento. Tantoquanto pessoa na tempestade. Ou não ser. Ou ser nada e vazio."
(Nome Próprio) 

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Jun 20, 2012

"A espantosa realidade das coisas é a minha descoberta de todos os dias. Cada coisa é o que é, e é difício explicar a alguém o quanto isso me alegra, e quanto isso me basta. Basta existir para se ser completo."

(Alberto Caeiro)
 

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